Lado Rosa da Força!

Anotações sobre coisas úteis e inúteis, essenciais ou supérfulas, dependendo de que lado da Força você está.

15 dezembro, 2006

Quem é maringaense não pode ser petista?

Ontem, ao assistir o Debate Público sobre a Terceirização do Lixo, realizado na Câmara Municipal de Maringá, descobri que não sou uma cidadã maringaense, muito embora vivendo aqui na linda flor do Norte do Paraná.
Um cargo de confiança do Sílvio Barros, (acredito eu, o único que teve a coragem de comparecer) me solta uma pérola ao iniciar sua fala:
- "Não estou vendo a comunidade, a população aqui. Só tem petista!"
Ora, então quer dizer que não pode existir petista maringaense? Ou quem é maringaense não pode ser petista?
Bom, resolvi então depois desta, ignorar o carnezinho de IPTU que chegará lá em casa, afinal, não tenho condição de cidadã maringaense, não devo cumprir com minhas obrigações de munícipe. A única contribuição que continuarei fazendo, com muito orgulho, é a partidária.

11 dezembro, 2006

Os Nazistas também envelhecem, mas não enganam.

Hoje, no meu trabalho, atendi um senhor muito simpático, um velhinho de cara bonita que me lembrou o papai Noel. Confesso que me senti enternecida por aquela figura de cabelos e barbas brancas, de voz bem baixinha e rouca, mas isso foi até eu ouvir o homem abrir a boca.

A primeira frase que ele me disse depois do Boa Tarde, foi reclamar do "Bolsa Esmola", que se convertia em "Bolsa Cachaça" para algumas famílias.
E eu na minha inocência querendo cumprir com meu dever de cidadã e ajudar, disse ao bom velhinho que se dirigisse a SASC* e fizesse uma denúncia, para que fosse reavaliado o benefício.
Aí o bondoso homem, me disse que se ele fizesse isso, corria o risco de ser morto, afinal no bairro que ele morava, se alguém "caguetar" outro ou falar mal do Lula é encontrado no dia seguinte com a boca cheia de formiga, assim como dizia o Luis Carlos Alborguethi, vulgo Cadeia, autor de frases primorosas como: "fulano está no beiço do macaco, no bico do urubu, no colo do capeta" e mais outras. Era apresentador de um programa ultra sensacionalista que minha avó me obrigava a assistir para que eu tivesse "noção do que acontecia no mundo."


Comecei a achar muito estranho aquele palavreado e o teor das críticas, mas enfim deixei de lado e continuei a conversa com o senhor, afinal, minha obrigação é ouvir bem os segurados e atendê-los melhor ainda.

Aí, não é que o velhinho se empolgou e começou a falar das coisas no tempo dele, que tudo funcionava bem, que os funcionários públicos ganhavam uma fortuna e não a miséria que eu deveria ganhar. Que os militares eram extremamente organizados, que os militares valorizavam quem trabalhava direito, como ele por exemplo que foi premiado com carros e apartamentos pelas cobranças que ele tinha que fazer. O tal velhinho trabalhava no que a gente chama hoje de assessoria de cobranças. Imagino quais eram os métodos de persuasão para que os caloteiros pagassem suas dívidas.

Comecei a ver a figura do velhinho simpático se transformar aos poucos em um demônio, com chifres, cara de bode e segurando um tridente. Senti o cheiro de enxofre no ar, quando ele, por fim, me disse que estava muito, mas muito triste com a morte do Pinochet. Imaginei também a recepção festiva no inferno para este quando chegou. Finalmente, Hitler e alguns dos nossos generais Presidentes tinham companhia.

O homem lamentava o fato de não existirem mais pessoas como o Pinochet e assemelhados. Era um homem de pulso firme, afinal o Chile tinha crescido muito, assim como o Brasil na época da ditadura ? que ele queria que voltasse ? e que não importava com a meia dúzia de terroristas comunistas que morreram, afinal, tinha mesmo que limpar o mundo dessa bandidagem.

Depois disso, só consegui ver o homem gesticular. Não ouvia mais uma palavra sequer. O velhinho simpático era um genocida em potencial e senti medo. Pus o braço em cima do santinho do Lula que ostento orgulhosamente em meu guichê, justamente para não dar mais corda.

Rezei, pedi, na verdade implorei a Deus que esse homem fosse embora logo e que Ele o perdoasse por sua ignorância ou falta de respeito pela vida das pessoas que perderam, lutando justamente pelo direito que esse homem tem hoje, de não ser preso por externar o que pensa.

Obrigada Senhor!!!

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* SASC ? Secretaria de Assistência Social e Cidadania.

30 novembro, 2006

Notícias que vão mudar o mundo

Mulheres que dormem mais, engordam menos,diz estudo.

As mulheres de meia-idade que dormem bem - pelo menos sete horas por noite - têm menos chances de engordar, segundo um estudo que confirma outras pesquisas que relacionam a falta de sonho ao ganho de peso.

O estudo, que acompanhou a trajetória de 68 mil mulheres de meia-idade durante 16 anos, chegou à conclusão de que as aquelas que dormem mais à noite têm uma tendência menor a engordar com o passar do tempo.

Para ler a reportagem na íntegra, acessem o link aqui!

É o obvio. Quanto mais se dorme, menos se tem tempo para comer os gostosídeos, categoria que abrange chocolates, massas, picanha com aquela gordurinha e cerveja...

23 novembro, 2006

A evolução das coisas. Parte II

- Mãe?
- Sim meu filho, diga.
- Porque quando você diz sim, parece que é não e quando diz não, parece que é sim?
- ...
-Ah filho, olha só o CD novo que a mamãe comprou...
-Mãe, você faria a gentileza de responder o que eu perguntei. Não adianta mudar o assunto. Eu quero saber.
- ...


Não respondi nada. Não sabia como. Parece que o meu guri está descobrindo o universo feminino.
Daqui a pouco ele percebe que não somente eu, mas todas as mulheres do universo são assim. Ou não?

20 novembro, 2006

Sem comentários

(...) ?Ou você acha que seu filho vendo o filme, e ouvindo você dizer que o Cazuza era tudo de bom, não servirá de influência?
Pense nisso?.

Quanta hipocrisia que eu li, sobre o "post" do Cazuza e que não por minha culpa, se espalhou na net. Coisas da modernidade. Não acho ruim, pelo contrário. Só serviu pra confirmar o que pensava. Falta um pouquinho de respeito por parte de certas pessoas. Se causa tanta fúria ao ler que sertanejo, axé, pagode e afins não são legais, é porque há algo de errado ou insuficiente em nossa capacidade de conviver com a diferença e os diferentes. Seria legal, se alguém que goste disso que se disponha a escrever, faça um textinho para o contraponto do debate e eu publico aqui e não agredir simplesmente, adjetivo não é e nunca será argumento de seres inteligentes. Bom, mas aí eu iria querer demais mesmo né... É mais fácil xingar a mãe de quem se discorda, do que dizer o porque se discorda. Sabe aquela resposta (?Porque não!?) que a gente ouve quando é perguntado ?porque não posso fazer isso?? É assim que muitos se comportam, expressam seu autoritarismo, impondo sua vontade sem argumentar.
Toda vez que a gente fala o que pensa, a gente paga um preço. Por acaso é esse o mundo da liberdade de expressão que vivemos? Acabou, ou não, a ditadura??? Temos ou não o direito de escrever o que queremos? Acho que não. Pelo menos aqui em Maringá, estamos em 1964 ainda e incomoda muito dizer o que se pensa. Acho muito engraçado tudo isso, toda essa celeuma por que alguns têm uma opinião que difere de outras... Se todo mundo pensasse igual, fizesse coisas iguais, a gente viveria uma espécie de Admirável Mundo Novo e precisaria tomar o tal do Soma pra não conseguir pensar.
Até lição de moral por e-mail recebi e agradeço. Achei muito lindo a preocupação que tiveram com o meu filho por ele saber quem foi o Cazuza, mas informo que o caráter de um individuo não se forja a partir da mídia, mas sim a partir da educação que ele recebe. Nunca disse que ele foi tudo de bom, muito pelo contrário. Mas mostrei pro meu filho que gay também é gente. E ainda bem que ele sabe muito mais coisa que isso e respeita a opinião e as escolhas de cada um. Coisa que muita gente grande não consegue é respeitar as opções de outrem. Ainda bem que tive discernimento e maturidade de explicar pra ele que a gente pode conviver com os diferentes, sem nos tornarmos iguais. Discriminação e preconceito, seja qual for, é crime. Todo mundo sabe disso, mas vivemos como se não soubéssemos.
Sei que tem gente se vangloriando por causa do show de sexta passada, (de quem foi o show, não sei) que vai de encontro com o que eu e muitos outros pensam. Tá, mas e daí? Lotou? Que bom!!! Alguém ganhou dinheiro com isso.
E respondendo ao amigo, você mesmo que me escreveu, não fiquei nem um pouco triste com isso. Adorei. Imagina quanta gente se divertiu. Quanta gente teve umas horinhas pra se desestressar. Agora vem me dizer que provou que eu estou errada porque uma multidão gosta de sertanejo. Mas que ótimo isso. A massa precisa disso mesmo. Pão e Circo e fico feliz que o povo teve dinheiro pra pagar. Isso é sinal que tem muita gente trabalhando. Ao contrário de provar que estou errada, o fato de lotação máxima para assistir determinado tipo de música é prova de que a mídia é capaz de vender qualquer tipo de produto, mesmo aqueles que não têm raiz no Brasil.
Voltando ao assunto, parece-me que se vive com máscaras todos os dias. E é justamente essa falsa moral, essa hipocrisia que me deixa com muita raiva de certos seres humanos... Foi só cazuza que errou? Atire a primeira pedra quem nunca fez uma coisinha errada na vida. Até uma mentirinha boba pra matar aula, é errado. E ainda tem os paladinos da ética que juram, nunca fizeram isso... Sei. Mas em nenhum momento faço apologia sobre nada dos ditos ?erros da vida de Cazuza? e pelo que tenho lido nos comentários, parece que tem gente que tem deficiência de interpretação de texto.
Como não se pode agradar a gregos e troianos, continuo escrevendo o que penso sem me preocupar com isso. Cada um absorve o que acha que é bom. Se pelo menos uma pessoa concordar comigo é sinal de que há esperança.

18 novembro, 2006

A evolução das coisas. Parte I

Quando eu tinha 10 anos, a idade que meu filho tem hoje, as conversas que eu tinha com a minha mãe - quando ela não estava dando uma de suas 60 horas-aula semanais - eram digamos assim, menos elaboradas. A gente discutia sobre a pouquíssima variedade de roupinhas para barbie que existia no mercado. Falávamos sobre as cores novas dos batons moranguinho da Avon, da infinidade de bonecas que juntavam poeira no meu quarto. Conversávamos também sobre o fato de que não pegava bem para uma quase mocinha ficar subindo em muros e árvores, cair, ficar toda ralada por correr igual uma louca com um carrinho de rolemã, uma das minhas grandes paixões na infância.
Ontem, vendo tv com o meu guri, me deparei com uma sensação estranha, senti que ele me via mais como amiga do que mãe e que teria que rever certos conceitos, assim como aquele comercial do Palio. Meu filho, apesar de ser 18 anos mais novo que eu, compartilhava dos mesmos interesses. Eu estava criando uma réplica de mim, porém do sexo masculino. Confesso que me assustei com isso, afinal fui criada e treinada para ser mãe, exatamente como a minha foi e não para ser amiguinha. Mas que bom que as coisas mudam... senti um misto de alívio e incerteza por não ser como a minha mãe e decepcioná-la por isso.
Ele estava vendo um programa da MTV e me chamou pra conversar:
- Mãe?
- Que foi filho?
- Você não acha que o The Clash tem um som mais puro que o Sex Pistols?
Silêncio de uns três minutos...
- Como assim?
- Ah mãe, presta atenção, a gente consegue entender o que o cara do The Clash canta, enquanto que o cara do Sex Pistols não. O Sid Vicius toca bem, mas não é nenhum Slash e tem mais, tem uma música do Clash que parece com as músicas do Santana. (meu Deus, ele sabe quem é Sid Vicius e nunca falei pra ele isso, e pior ele conhece Santana ) Não satisfeito continuou:
- O The Clash tem solos de guitarra, parece coisa de músico mesmo. Mas eles são músicos mesmo né mãe?
Não acreditei no que ouvi, sentei ao lado dele e me pus a pensar. Ele me questionando sobre a diferença de duas bandas punk que eram do tempo da vó dele e que diga-se de passagem, ela nunca ouvi falar. Me senti como se estivesse conversando com um amigasso meu que casou e foi morar em Cuiabá e que tem a mesma idade que eu.
Olhei pro meu filho, sem entender o que estava acontecendo. Não consegui acompanhar a evolução de certas coisas. No meu tempo, crianças falavam sobre coisas de crianças e não sobre bandas de rock, punk, hardcore, heavy metal. A garotada de 10 anos da minha época, no máximo ouvia Xuxa ou Menudo. Hoje, experimenta falar de Xuxa ou afins pra essa molecada, eles são capazes de linxar a gente. Prefiro acreditar que essa mudança é culpa da internet. Só pode ser.
Mas não para por aí não... essa novela tem mais capítulos....

16 novembro, 2006

...a burguesia fede

Cazuza
Cazuza. Aproveitem e leiam!
A grande discussão que participei no dia , foi o filme do Cazuza, exibido ontem dia 15/11 pela rede globo.
Ouvi estupefata os comentários a respeito do compositor, coisa que retrata a mentalidade maringaense, provinciana, preconceituosa e acima de tudo, carente de cultura.
" O Cazuza era um gay que cheirava cocaína, fumava maconha, não é exemplo de vida pra ninguém, foi um rebelde sem causa." uma disse. O outro: "fiquei de cara, vendo o cara beijando outro homem na boca, que coisa horrível, que nojo."
Não quero entrar no mérito de que se o cara era drogado, gay ou bissexual. Cada um goza pelo lado que lhe dá mais prazer, como diz um grande amigo meu. Grandes escritores como o Oscar Wild , por exemplo, eram gays. A questão não é a homossexualidade. Acho que isso não deveria servir de parâmetro para julgamentos. O que de fato tem que ser levado em consideração, foi sua obra. O que ele deixou, o que ele representou para sua geração e para gerações posteriores, como a minha.
Um rapaz de classe alta, cantar em altos brados que a burguesia fede, em meados dos anos 80, quando a ditadura respirava ainda com a ajuda de aparelhos, não é qualquer pessoa. O cara que mostrou que os portadores do vírus HIV/AIDS não são extraterrestres e não contaminam as pessoas através do olhar, que superou o preconceito e se assumiu doente frente milhares de pessoas, tem que ser levado a sério sim. Antes dele, ninguém tinha visto um portador do vírus na mídia, ou seja, na Rede Globo, que deu grande contribuição ao Golpe de 1964 e que se alto-intitulava porta voz da moral e dos bons costumes. A mesma rede de televisão que consagrou uma loira sonsa com roupinhas ultra-insinuantes como a Rainha dos Baixinhos. Cazuza mostrou que continuava sendo um ser humano, apesar de terrivelmente debilitado. Mostrou através da sua poesia, a realidade nua e crua de uma sociedade hipócrita e demagoga e que apesar das circunstancias, ainda acreditava que alguns tinham a capacidade de amar. Cazuza fez músicas inocentes também, aquelas que namoradinhos fazem juras de amor eterno ouvindo, lembra: "Amor da minha vida, daqui até a eternidade."
Não concordei com certas coisas que faziam parte da vida dele, que não descobri depois de ter visto o filme. Achei triste o uso excessivo de drogas e de álcool, mas cada um faz o que quer, desde que não prejudique ninguém, a única vítima de seu modo de vida, foi ele mesmo, que ironicamente, acabou lhe matando.
Talvez o que justifique todo esse preconceito que presenciei, é que essas pessoas, essas mesmo que criticaram e julgaram o Cazuza , estão acostumadas com as letras primorosas do Latino e MC Leozinho. São os mesmos que adoram ver a Lacraia dançar e que sabiam todas as coreografias do É o Tchan, ou seja, total podridão cultural. E ainda cometem a infâmia de dizer que o Cazuza não contribuiu em nada com a cultura Brasileira. Sugiro que esses, leiam as letras que ele compôs, mas duvido que sem o auxílio de um bom dicionário, conseguirão entender.
Por fim, me sinto decepcionada quando sou obrigada a ouvir rádio aqui!!! A Maringá FM só toca Bruno e Marrone e assemelhados. Os primeiros lugares do "disk-toque* da rádio são músicas de refrão repetitivo, que não dizem nada a não ser "eu vou fazer um leilão, quem dá mais pelo meu coração, me ajude a voltar a viver." Olha , sinceramente, se eu tivesse grana, eu participaria desse leilão, pra dar a quantia mais alta o possível, não só pelo coração do cara, como também pela voz e pelo cérebro, pra nunca mais na vida inventar um negócio desse nível. E isso é tido como cultura! Como música!! Meu Deus, será que eu ou eles estão errados?
Como eu gostaria de ouvir pelo menos uma vez em um mês inteiro uma música do Cazuza em uma dessas rádios.
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* Disk-toque: Programa mais famoso da Maringá FM nos anos 90. , Ia pro ar todos os dias, às 18:00 e que tocava as 10 músicas mais pedidas do dia. Esse programa teve a honra de ter 5 músicas diferentes do Guns n´ Roses como primeiro lugar durante 3 meses consecutivos, ou seja 90 dias, quando foram lançados os álbuns Use Your Ilusion I e II no ano de 1992. Hoje, nem quero saber o que toca lá e se esse programa existe.
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Burguesia

A burguesia fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia
A burguesia não tem charme nem é discreta
Com suas perucas de cabelos de boneca
A burguesia quer ser sócia do Country
A burguesia quer ir a New York fazer compras
Pobre de mim que vim do seio da burguesia
Sou rico mas não sou mesquinho
Eu também cheiro mal
Eu também cheiro mal
A burguesia tá acabando com a Barra
Afunda barcos cheios de crianças
E dormem tranqüilos
E dormem tranqüilos
Os guardanapos estão sempre limpos
As empregadas, uniformizadas
São caboclos querendo ser ingleses
São caboclos querendo ser ingleses
A burguesia fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia
A burguesia não repara na dor
Da vendedora de chicletes
A burguesia só olha pra si
A burguesia só olha pra si
A burguesia é a direita, é a guerra
A burguesia fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia
As pessoas vão ver que estão sendo roubadas
Vai haver uma revolução
Ao contrário da de 64
O Brasil é medroso
Vamos pegar o dinheiro roubado da burguesia
Vamos pra rua
Vamos pra rua
Vamos pra rua
Vamos pra rua
Pra rua, pra rua
Vamos acabar com a burguesia
Vamos dinamitar a burguesia
Vamos pôr a burguesia na cadeia
Numa fazenda de trabalhos forçados
Eu sou burguês, mas eu sou artista
Estou do lado do povo, do povo
A burguesia fede - fede, fede, fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia
Porcos num chiqueiro
São mais dignos que um burguês
Mas também existe o bom burguês
Que vive do seu trabalho honestamente
Mas este quer construir um país
E não abandoná-lo com uma pasta de dólares
O bom burguês é como o operário
É o médico que cobra menos pra quem não tem
E se interessa por seu povo
Em seres humanos vivendo como bichos
Tentando te enforcar na janela do carro
No sinal, no sinal
No sinal, no sinal
A burguesia fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia

05 novembro, 2006

Darth Vader Baby